Entrevista com Avelino Bonifácio: Cabo Verde estreia no Campeonato Africano no Natação

Cabo Verde estreia-se em competições internacionais de natação através da FECAN – Federação Cabo-verdiana de Natação, participando no Campeonato Africano da modalidade, que decorre na Argélia, entre os dias 10 e 16 de setembro corrente.

O Comité Olímpico realizou uma pequena entrevista ao Presidente da Federação Cabo-verdiana de Natação, Avelino Bonifácio, que explica os meandros desta participação inédita.

Avelino Bonifácio – Presidente da FECAN

COC: Quais os atletas a participar deste campeonato?

AB: Participamos com  4 atletas – 3 meninas e 1 rapaz – Latroya Lisa (22 anos), Troy Pina (19 anos) e Jayla Pina (14 anos), ambos oriundos da nossa comunidade nos EUA e Catarina Ferreira (16 anos) radicada em Portugal. A nossa delegação é ainda integrada pelos treinadores Brian Cameron (EUA) e João Graça (Portugal) e pelo Dirigente da FECAN, Enrique Alinho.

COC: Como tem sido o treinamento para a prova?

AB: Apesar de bastante jovens, os 4 atletas treinam, sob orientação técnica de treinadores profissionais, há já alguns anos e têm conseguido bons resultados nas competições dos respetivos escalões, nos países onde se encontram radicados. No casa da Catarina Ferreira, para além do treino na sua escola, ela tem tido acesso, desde início deste ano, aos equipamentos de Natação no Complexo do Jamor, através de um Protocolo com a Direção Geral dos Desportos de Cabo Verde e por solicitação da FECAN.

COC: É a primeira vez que Cabo Verde participa numa prova deste nível, qual o sentimento da Federação?

AB: É uma satisfação muito grande para a FECAN, ainda antes de completar 10 meses da sua criação, estar a participar, e logo com 4 atletas e em 8 modalidades, no Campeonato Africano de Natação. A satisfação não é apenas da FECAN e seus dirigentes, mas é também desses atletas, que estão orgulhosos e ansiosos  por entrarem nas piscinas trajados com as cores da bandeira nacional. O entusiasmo deles é ainda maior, por terem a consciência de estarem a fazer parte de uma história, que apenas começa a ser contada. Por outro lado, estamos a receber muitos incentivos da parte da CANA e da FINA, bem como de outras federações africanas, que interpretam a nossa participação não apenas como “mais um país”, mas aquele que tem a responsabilidade de realizar os primeiros Jogos Africanos de Praia, já em 2019, na Ilha do Sal.

COC: O que espera a Federação desta participação inédita?

AB: Conhecemos e acreditamos nas capacidades e no potencial dos nossos atletas, apesar da sua juventude. Entretanto, por ser uma primeira participação de Cabo Verde numa competição internacional desse nível, não estamos a criar grandes expectativas, até para não colocarmos qualquer pressão sobre eles. Mesmo assim, não nos surpreenderemos se sairmos de Argel com, pelo menos, uma medalha. A nossa meta é termos, pelo menos, um dos quatro entre os dez melhores de Africa nas suas modalidades.

Para além do objetivo desportivo, o dirigente da FECAN presente aproveitará para contactar os responsáveis da CANA e de algumas federações de países próximos para estabelecimento de primeiros contatos, visando eventuais parcerias futuras.

Ao Comité Olímpico Cabo-verdiano resta augurar uma boa participação nesta prova que deverá reunir campeões de todo o continente, ao mais alto nível.

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